Acordo às 2 horas da tarde,
quando mais de duzentas pessoas já passaram, pensando sobre os problemas da vida,
em frente ao meu portão.
Fumo. Tuberculose é um luxo.
Os olhos estão nervosos diante do espelho.
"O que fazer hoje?" "O encontro com Neal!"
Não. O dinamismo da realidade local me domina, me impressiona.
Perambulo pelo "centro nervoso" de Santana;
Medito...
Vejo pessoas, livros, peças de arte, ônibus, automóveis, mendigos...
É preciso voltar à velha rua, transpor as nove árvores, abrir o maldito portão, e... criar!
