Pelegrino, 90















Acordo às 2 horas da tarde,
quando mais de duzentas pessoas já passaram, pensando sobre os problemas da vida,
em frente ao meu portão.

Fumo. Tuberculose é um luxo. 

Os olhos estão nervosos diante do espelho.
"O que fazer hoje?" "O encontro com Neal!"
Não. O dinamismo da realidade local me domina, me impressiona.

Perambulo pelo "centro nervoso" de Santana;


Medito... 

Vejo pessoas, livros, peças de arte, ônibus, automóveis, mendigos... 

É preciso voltar à velha rua, transpor as nove árvores, abrir o maldito portão, e... criar!